Transtornos psicológicos na era da Informação: você pode ser uma vítima

A nossa contemporaneidade nos elevou a um patamar de evolução social gigantesco. Hoje temos uma nova consciência de nós mesmos e da sociedade que nos rodeia. Temos acesso a informação como nunca antes tivemos. Nós como indivíduos, estamos cada vez mais despertos. Hoje não apenas temos domínio sobre a agricultura e os meios de produção, temos domínio sobre a nossa própria evolução. Estamos vivendo na era pós-industrial, e isso pode estar acarretar em transtornos psicológicos.

O que vem a ser a era pós-industrial?

A era pós-industrial, também conhecida como era da Informação e do Conhecimento, teve início no final da segunda guerra mundial. Ela provém de uma série de fatores:

  • Aumento da expectativa de vida.
  • Alto desenvolvimento tecnológico.
  • Propagação da escolarização e erradicação do analfabetismo.
  • Grande acesso à informação, pela rádio, televisão e principalmente, por meio da internet.
  • Grande demanda e crescimento de serviços, produtos abstratos, simbólicos e intelectuais. Na era industrial, a grande demana da produção eram bens de consumo.
  • Globalização e o rompimento de barreiras, tanto físicas, como linguísticas e culturais.
  • Maior busca por qualidade de vida.
  • Etc.

Portanto, estamos vivenciando um rompimento nunca visto antes na história, em que toda a maneira de ser e viver dos indivíduos passa por uma grande e definitiva mudança. E isso afeta a humanidade de maneira global, ou seja, em qualquer parte do planeta.

No entanto, nem tudo são flores. A chegada da era da Informação e do conhecimento nos trouxe novos conflitos e problemas, e um deles é a proeminência das doenças mentais e transtornos psicológicos.

Por que há tantos transtornos psicológicos na era da Informação e do Conhecimento?

Hoje, os transtornos psicológicos e demais males que afetam a mente humana crescem em um ritmo vertiginoso. A depressão tem se tornado epidêmica, mas não apenas ela. Há muitas doenças se desenvolvendo na mente das pessoas e a tendência é que isso aumente.

Em primeiro lugar, devemos estes problemas a nossa relação com o trabalho. Os meios de produção mudaram, mas a nossa maneira de trabalhar ainda segue modelos antigos, como os da era industrial. Trata-se de um sistema de horários fixos, que acarretam em picos de ansiedade e stress para quem está inserido nele. A era da Informação e do Conhecimento nos possibilita quebrar barreiras de espaço, nos permitindo inclusive a possibilidade de trabalharmos de casa (Home Office). Ela também permite a nós termos mais flexibilidade de horários, sem precisar seguir à risca o chamado “horário comercial”.

E apesar de todas essas possibilidades, as empresas ainda impõem a seus funcionários um modelo que acaba prejudicando não apenas a qualidade de vida deles, como até mesmo a qualidade de seu trabalho. Trata-se de um modelo que não cabe mais ao novo ser humano, trazendo prejuízo total, tanto às empresas quanto ao trabalhador.

Além disso, temos que lidar com a informação e o conhecimento e não estamos ainda preparados moralmente nem de outras maneiras para isso. O dito popular diz que “a ignorância traz felicidade” é, em partes, verdade. Hoje estamos transpondo barreiras de preconceitos, culturas, tendo que reavaliar nossas atitudes e modo de vida. Não há como sermos inocentes diante de nossas atitudes, pois agora temos acesso à informação. E isso está gerando muito conflito.

Como lidar com a mudança de paradigmas?

A mudança de paradigmas está sendo dolorosa, mas no entanto não precisava ser assim. Nossa educação ainda é muito voltada para a era industrial, em que somos preparados para produzirmos mais e mais, não para pensarmos e nos reavaliarmos eticamente. Nossos sentimentos e anseios são sempre postos para segundo plano e inclusive, de forma errônea e perversa, chamados de fraquezas. Isso nos condiciona a sempre buscarmos objetos (consumismo) para taparmos um buraco em nossa existência. O que a longo prazo acarreta em transtornos psicossomáticos que prejudicarão nossa vida e felicidade.

Como dito anteriormente, esta transição não precisava e nem deveria ser dolorosa e conflituosa. Basta apenas trazermos à tona e sermos preparados, psicológica e espiritualmente, para vermos nossos sentimentos como força e não fraqueza. Que o nosso Ser sempre deve estar à frente do nosso Ter. Uma educação voltada para a produção e para o consumo ainda é resquício da era industrial, resquício bem forte, como um espinho na alma da nova humanidade.

Como visto, o mundo nos oferece uma enxurrada de informação e somos seres humanos diferentes. Somos a nova era da Informação e do Conhecimento, mas ainda estamos presos a um sistema antigo e desconfortável, que desrespeita nosso biorritmo. E isso gera transtornos psicológicos e doenças físicas também! Excesso e falta de stress faz com que o nosso organismo sofra com isso. Ele acarreta na produção de adrenalina desnecessária e excesso de cortisol. E isso abre as portas do nosso organismo para doenças como o câncer.

Mas como já dizemos e novamente enfatizamos, não precisa ser assim. Este é um primeiro artigo de uma série que estaremos publicando no Instituto Bazzi. Nesta série temos como missão ensinar a você como sair desse ritmo frenético e conquistar uma vida melhor! Não apenas irá ajudá-lo a evitar doenças, como também ensinará a construir a própria felicidade!

Fique de olho no blog e acompanhe os novos artigos!

Imagem by Francesco Sambo

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