O que é a medicina integrativa comportamental?

A união entre a medicina convencional e práticas integrativas complementares vem se mostrando um tratamento eficiente para doenças, principalmente as psicossomáticas e crônicas

Seria possível aliar tratamentos convencionais a práticas integrativas complementares? Com estudos iniciados na Universidade do Arizona, o doutor Andrew Weil montou uma base científica para trazer a tona este velho questionamento da medicina.

Os resultados das pesquisas realizadas pelo médico americano deram origem a mais de dez livros que tratam sobre vida saudável, e abriram espaço para a criação de um novo ramo: a medicina integrativa, uma área em crescimento que estuda cientificamente a união entre recursos convencionais à terapias complementares.

Estudos anteriores sobre a influência do comportamento, sobre o aparecimento e o tratamento de doenças deram origem à medicina comportamental, um campo multidisciplinar voltado ao desenvolvimento e integração dos conhecimentos que engloba as ciências biológicas, sociais e a psicologia, buscando controlar o processo saúde-doença. Herbert Benson, fundador da Mente/Body Medical Institute, em Boston, é um dos precursores da medicina integrativa comportamental e foi um dos primeiros a trabalhar o campo da espiritualidade.

Olhar o paciente de maneira global, sem tratar apenas a doença

A medicina integrativa é um campo de conhecimento multidisciplinar que focaliza a interação entre cérebro, mente, corpo e comportamento e as poderosas formas nas quais os fatores emocionais, sociais e espirituais podem afetar diretamente a saúde.

Universidades como Harvard Medical School, Columbia e Duke University já possuem núcleos de estudo para avaliar os benefícios dessa união. Em 2005, o governo americano também criou o Centro Nacional de Medicina Complementar e Alternativa (NCCAM), com um orçamento de US$ 123 milhões para regulamentar o setor e submeter terapias aos estudos.

No Brasil, a cada dia, novos núcleos vêm surgindo nas universidades e se tornando preocupação do governo.

Em 2003, por iniciativa do Prof. Dr. Jose Roberto Leite, Livre Docente do Departamento de Psicobiologia da UNIFESP, houve a criação do Centro de Estudos em Medicina Comportamental (Cemco), como uma instituição de pesquisa na área de saúde e comportamento. O Cemco conta com duas unidades, sendo uma de pesquisa e treinamento e outra de atendimento. Dentre as principais atividades exercidas no Centro destacam-se as de ensino, treinamento, pesquisa e atendimento clínico em transtornos de ansiedade e de humor. Também tem sido uma atividade de muito impacto a prática de “Life Management Coaching” ou “Gestão de Vida”.

Desde 2006, o Brasil também conta com a instituição da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PNPIC) cujo objetivo é incluir no Sistema Único de Saúde (SUS) opções de acesso à terapias não convencionais. O PNPIC reúne sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos que são chamados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de Medicina Tradicional e Complementar. Esses sistemas envolvem Acupuntura, Hipnose, Homeopatia, Fitoterapia, Medicina Antroposófica, dentre outras.

Em 2008, houve outro avanço, com a criação da Coordenação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde da Diretoria de Atenção Básica (DAB) da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde.

Métodos consagrados como a acupuntura a técnicas orientais milenares pouco reconhecidas pela medicina do Ocidente – como reiki, yoga, aromaterapia e qi gong (“tchi kun”) – vêm sendo submetidas a testes e avaliações por esses centros. Os estudos não têm como expectativa o fato de que práticas integrativas complementares possam trazer a cura de diversos males, no entanto, o que se tem verificado são os efeitos positivos dessas terapias como auxiliar do tratamento de doenças como câncer, AIDS, fibromialgia, entre outras.

Embora seja um campo novo com muitos estudos em desenvolvimento, médicos vêm comprovando o poder das práticas integrativas complementares na redução do estresse e consequente fortalecimento do sistema imunológico.

Na questão de tratamentos de emergência, a medicina convencional ainda é insubstituível. No entanto, durante o tratamento de doenças consideradas graves e crônicas, o que a medicina integrativa comportamental vem comprovando, é que práticas integrativas complementares podem ter efeitos positivos melhorando as respostas do paciente durante o tratamento e na prevenção da saúde.

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