Quais são as principais consequências da obesidade

Consequências da obesidade

Você sabia que a obesidade já causa mais mortes no mundo do que a desnutrição? Esta alarmante conclusão foi resultado de um estudo realizado há alguns anos pela Global Health Burden – agência ligada à Organização Mundial da saúde (OMS). Entenda quais as principais consequências da obesidade.

Dados como este comprovam que cuidar do índice de gordura corporal é um problema que vai além da estética – controlar o peso é essencial para garantir o bem estar e a boa saúde. Conheça, neste artigo, quais são as principais consequências da obesidade:

Possíveis consequências da obesidade

Doenças cardiovasculares

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, pessoas obesas têm maiores chances de apresentar doenças relacionadas ao coração. Isso porque, quando a pessoa tem um Índice de Massa Corporal (IMC) maior do que 30, também é maior a probabilidade que apresente colesterol alto, diabetes e hipertensão – fatores que aumentam o risco de que o paciente desenvolva doenças cardiovasculares.

 

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Colesterol alto

O sobrepeso é um dos principais fatores que levam ao surgimento do colesterol alto, quadro caracterizado pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias. Este acúmulo de gordura prejudica a circulação sanguínea e leva ao desenvolvimento de uma doença conhecida como aterosclerose. Quando o paciente apresenta esta doença, o coração precisa bombear com mais força para garantir que o sangue chegue a todos os órgãos. Também aumentam as chances de ruptura de vasos e de formação de coágulos – tudo isso faz com que cresça a probabilidade de infarto do miocárdio, também conhecido como ataque cardíaco.

Hipertensão

A hipertensão também está entre os principais fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Você sabia que o excesso de gordura, característico da obesidade, pode elevar o risco de desenvolvimento de hipertensão? Estudos apontam que pessoas obesas têm até três vezes mais chances de apresentar a doença. Nesses casos, a redução do IMC tem papel fundamental para a estabilização da pressão arterial.

Diabetes do tipo 2

A obesidade também pode agravar um quadro de diabetes. Quem tem o tipo 2 da doença,  o mais comum, possui insulina em quantidade insuficiente no organismo ou não utiliza a substância da maneira adequada. O excesso de gordura corporal agrava a situação porque faz com que o número de receptores (que se ligam às moléculas de glicose para transformá-las em energia) diminua, o que provoca uma condição conhecida como resistência à insulina. O resultado é uma maior necessidade de insulina e um aumento de glicose no organismo. Ainda que não existam provas científicas de que a obesidade sozinha possa provocar o diabetes do tipo II, sabe-se que o excesso de peso pode piorar o quadro e que pacientes nessa situação precisam de maiores doses de hipoglicemiantes ou de insulina para controlar a doença.

Quando o peso é estabilizado e o paciente adere hábitos mais saudáveis, o resultado é um aumento na qualidade de vida.

 

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Apneia obstrutiva do sono

A apneia é caracterizada pela obstrução das vias aéreas superiores durante o sono. Além de ser um quadro que prejudica a qualidade do descanso, a apneia também pode resultar em sequelas cardiovasculares e neurocognitivas. Os pacientes costumam apresentar sintomas como excesso de sono durante o dia, fadiga e atenção e concentração reduzidas. O excesso de peso é um dos fatores que podem desencadear a apneia. A gordura acumulada na faringe faz com que o seu diâmetro diminua, o que dificulta a passagem de ar. Além disso, a gordura acumulada no tórax faz com que o esforço para respirar tenha que ser ainda maior.

Câncer

Uma pesquisa, realizada pela União Internacional de Combate ao Câncer (UICC), concluiu que 30% dos pacientes que apresentam a doença nos países ocidentais também apresentam hábitos alimentares ruins e são sedentários – vale lembrar que estes são os principais fatores responsáveis pelo excesso de peso. Sendo assim, a obesidade pode ser a segunda provável maior causa do câncer (depois do cigarro). Uma outra pesquisa, publicada na revista The Lancet, em 2014, apontou que pessoas obesas correm mais risco de desenvolver 17 tipos da doença. Entre eles, o câncer de rim, de esôfago, de próstata, de tireoide e a leucemia.

Para diminuir as chances de desenvolvimento da doença, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) recomenda o consumo de alimentos mais saudáveis, que ajudem a aumentar as defesas do corpo, como frutas e verduras, cereais integrais e fibras.

Problemas emocionais

Além das consequências orgânicas trazidas pela obesidade, é importante lembrar que a doença também acarreta em consequências psíquicas. A baixa autoestima é um dos problemas emocionais mais comuns apresentados por pacientes com excesso de peso. Este é um sentimento que pode fazer com que a pessoa se isole e passe a evitar o contato com amigos e familiares. O isolamento, por sua vez, pode levar ao desenvolvimento de um quadro de depressão.

Muitas vezes, a situação é agravada porque a pessoa tenta fazer dietas radicais que surtem pouco resultado ou que criam o famoso efeito sanfona (caracterizado pela rápida perda de peso, seguida pela recuperação dos quilos perdidos logo depois). A decepção com estas dietas faz com que pessoas com sobrepeso tenham problemas ainda maiores de autoestima e acreditem que chegar ao peso ideal seja algo impossível para elas.

 

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O paciente como protagonista no combate à obesidade

A lista de possíveis consequências da obesidade trazidas pela obesidade que colocamos neste artigo nos mostra que o problema vai muito além da estética. Para ter uma boa qualidade de vida e diminuir os riscos de doenças graves, é essencial a adoção de hábitos saudáveis – principalmente a prática de exercícios físicos e a alimentação equilibrada. Mas como alguém com sobrepeso, acostumado a comer mal e a ser sedentário desde a infância, pode   mudar de estilo de vida e garantir que a conquista do peso ideal seja duradoura? Com acompanhamento profissional e força de vontade! Contar com apoio para ter certeza de que se está indo no caminho certo é fundamental nessa hora, mas, no combate à obesidade, o protagonista deve ser o paciente. É sobre isso que falaremos no nosso próximo artigo sobre o assunto! Fique atento aos próximos posts e não perca dicas valiosas para superar a obesidade e conquistar uma vida mais saudável.

O sobrepeso é um problema que afeta mais da metade da população brasileira. Falamos sobre o assunto em um post anterior do blog, você viu? Conte suas experiências com o sobrepeso nos comentários, quem sabe o assunto não rende mais um artigo para a série?

As imagens usadas pelo post são especiais. Trata-se de uma série fotográfica da vida de Hector Garcia Jr. que busca aproximar as pessoas ao cotidiano de uma pessoa com obesidade mórbida.

Escrito por Dr. Mohamad Bazzi.

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Uma resposta

  1. É interessante que muitos dos transtornos alimentares, como anorexia e obesidade, possuem grande parte de sua causa de problemas psicológicos e familiares, né? Eu sei pq tem muitas pessoas da minha família que passam por isso.

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