OM, VIBRACAO E FREQUÊNCIA: A COMUNICACAO ATRAVÉS DA ENERGIA

O som é para vida o que o ar é para os seres vivos. Podemos imaginar o quanto de intensidade sonora é capaz do universo juntar em um segundo, propagado pelas ondas? Também podemos conceber que o mundo o qual conhecemos, em nossa civilização atual, sem a possibilidade do som? Sua origem está dada desde o primeiro episódio da criação cósmica e a sua importância está na relação da matéria e energia presente em cada objeto, ser e partícula do universo. Para nós, essa influência que exerce sobre a matéria “dialoga” diretamente com o nosso mundo mental e físico.

Quando nascemos, temos as primeiras impressões sonoras do mundo exterior e em grande parte, a frequência tonal e vibratória podem interferir no processo de nosso desenvolvimento. Praticamente tudo o que existe (no sentido existencialista e essencialista), desde os maiores astros até às invisíveis partículas subatômicas estão correlacionadas com o som.

Mas de onde vem o conhecimento humano sobre a origem do som? Existe relação dos mantras com esse arcabouço milenar? O que é o Verbo e o Logos?

Desde o mundo antigo, os seres humanos reconheciam no som a função divina de comunicação entre o “mundo invisível” e o mundo real, concreto. Para muitos povos, os poderes que estavam ligados ao som poderiam dominar a natureza e assim, através desse poder, tornar-se “Uno com a criação”. Poder e Domínio, aqui não significam relação de submissão, político e físico, mas no sentido ilustrado de conhecer, controlar, algo semelhante ao objetivo científico moderno.

Assim como a energia proveniente do universo, energia cósmica ou prana, passou a ser estudada pelos cientistas não ortodoxos, essa manifestação de energia diferenciada, tal como a eletricidade e a gravidade possui uma importância vital para o desvelar de mistérios do universo. Nós existimos em um oceano de sons e vibrações cósmicas, onde todos os seres são atravessados por uma rede complexa de campos de frequência, sejam de matéria volátil ou ultrassons.

Sabemos que os antigos chineses constataram que o seu sistema dialético taoísta (a relação de yin/yang) preocupava-se com a influência dos campos elétricos atmosféricos sobre a Terra e consequentemente sobre a vida nela. Atualmente, os geofísicos reconhecem que o nosso planeta é um verdadeiro condutor de energia e que as polaridades (atmosfera e superfície) são correntes mensuráveis. Pesquisas de estudos sonoros demonstram que o som pode influenciar diretamente os corpos, mais especificamente os sistemas nervosos.

A relação do som para culturas que partilhavam a noção de rede holística era importante para nos aproximarmos das origens divinas e também nos religarmos à fonte primeva. Podemos encontrar vestígios dessas concepções cosmológicas nas fontes egípcias através de Thot, na China pelo Tao, na Índia com os tantras e sua relação mântrica com o OM, dentre outras.

Os antigos egípcios, por exemplo, na construção da pirâmide de Saqqara, projetou-se vasos de alabastros cuja função era a de emitir sons no sentido de possibilitar o reorganização das células do corpo humano que vibrariam em níveis diferentes para o tratamento de doenças. Hoje, cientistas divulgaram estudos que relatam a ação de ultrassons sobre o DNA, cuja propriedade atribuída não está somente na função de armazenamento de dados.

A frequência de 528 Hz (da nota Mi) é conhecida pela sua exatidão vibracional, utilizada, por exemplo, pela bioquímica genética para reparar DNAs com déficit. Para os matemáticos pitagóricos, o uso da frequência de 528 Hertz permite redescobrir a sintonia harmoniosa da criação do universo, conectando toda a rede de campos morfogenéticos numa mesma escala. É possível que determinadas frequências sonoras e ultrassons foram utilizados por antigos sacerdotes chineses, egípcios, gregos e maias, afim de produzir efeitos transformadores e de cura na realidade percebida.

Assim, o OM, com seu poderoso e energético mantra, se apropriado de forma correta, pode evocar uma vibração reparadora tanto nos plexos nervosos (chakras) quanto nas células do corpo.

Os Vedas e o Big Bang

Para os Vedas, a teoria da criação do universo é tão próxima quanto da astrofísica. Em seu conteúdo, que resulta em aproximadamente 3500 anos (muito anterior à gênese bíblica), já continha informações sobre a concepção cosmológica da criação-reprodução-destruição (nas teorias modernas, Big Bang e Big Crunch). Segundo os Vedas, existe um campo vibracional (Akasha) que dorme no oceano de todas as causas e fenômenos. 

Há muitos mistérios envolvidos nesse mantra maravilhoso do Om! Estamos fazendo uma série de artigos, em que o Instituto Bazzi irá desbravar toda a potência e possibilidades do mantra OM.

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