Como lidar com a dor da perda de um ente querido?

Hoje peço licença para falar de um tema não muito agradável, mas entendo que é muito importante: como lidar com a dor da perda de um ente querido!

Creio que este seja um dos ensinamentos mais dolorosos que a vida pode nos oferecer, porque é a única situação em que não temos o controle e o poder para decidir absolutamente nada.

Sei que cada um de nós tem uma história de vida, seus valores e crenças pessoais, e principalmente seus medos. No meu caso, um dos meus maiores medos desde a infância era imaginar a perda da minha mãe.

Sei que a vida tem o seu ciclo natural de existência, e que dentro deste prisma a morte deveria ser algo simples e natural para cada um de nós. E apesar de saber de tudo, na maioria das vezes, não estamos preparados para ela.

Ao fazer menção à minha mãe não tenho nenhuma pretensão de gerar qualquer espécie de grau comparativo de dor com outras pessoas. Já vi amigos perderem filhos recém-nascidos ou mesmo adolescentes, irmãos perdendo outros irmãos muito jovens. Maridos e esposas perdendo seus companheiros e até filhos, num mesmo incidente ou num curto espaço de tempo etc.

Não tenho dúvidas de que cada situação tem a sua intensidade de dor e profundidade de sentimentos envolvidos, e certamente sou solidário a cada um deles.

Como foi o relacionamento com minha mãe

Sempre tive uma relação muito especial e afetuosa com a minha mãe. Isto sempre foi notório entre a minha família, amigos e pessoas do meu convívio pessoal.

Minha relação com minha mãe era tão estreita que quando decidi morar na Europa por algum tempo, um dos meus melhores amigos, o Jair, chegou a fazer uma aposta com outros amigos em comum. Afirmou que voltaria antes de seis meses do exterior, porque não conseguiria viver longe dela por muito tempo.

A saudade da minha mãe foi imensa durante este período, não vou negar, mas queria muito viver aquela experiência no exterior, e o Jair acabou perdendo a aposta porque retornei ao Brasil somente depois de dois anos.

Só para você ter uma noção de como a força deste relacionamento era evidente, inclusive para a minha família, no período em que estive fora do Brasil minha mãe sofreu um AVC. Meus familiares omitiram esta informação de mim porque sabiam que eu voltaria prontamente para casa se tomasse conhecimento do fato. Só me contaram a verdade quando ela já estava totalmente recuperada!

Sei que parece óbvio, mas a relação com a minha mãe sempre foi de extremo afeto. Entendíamos um ao outro apenas com olhares. Éramos confidentes um do outro e conhecíamos as fraquezas e qualidades de cada um.

Nossa intimidade nunca se esvaiu apesar do meu crescimento, do meu casamento e da minha maturidade como homem. Mesmo como adulto sempre houve muita troca de carinho entre nós. Ela era uma pessoa muito sensível e generosa, que exalava bondade e simplicidade no seu ser. Tinha o hábito de me escrever pequenos bilhetes muito especiais, que sempre me emocionavam profundamente!

Costumo comentar com alguns poucos amigos que a sintonia era tão grande, que não era uma simples relação de mãe e filho. Havia uma ligação espiritual muito especial, proveniente de vidas passadas e de um AMOR muito puro e verdadeiro entre nós, o que sempre potencializou toda esta nossa conexão.

Fiz questão de expressar alguns detalhes desta relação com a minha mãe, para que tenham uma noção do peso e da dor que a partida dela representou para mim.

Recomendações de como lidar com a dor da perda de um ente querido

Como este evento marcou muito a minha vida, peço permissão para compartilhar alguns dos meus sentimentos, reações e atitudes em torno deste fato. Eles me ajudaram a enfrentar a dor pela perda da minha mãe e talvez possam contribuir com você, caso esteja passando por algo parecido.

1. Abandone a negação e abrace a aceitação

Incrível, mas mesmo tendo presenciado a morte da minha mãe no hospital, a negação pela verdade da notícia foi imediata num primeiro instante.

Parece que o nosso inconsciente procura buscar uma fuga da realidade dos fatos. Isso tem por objetivo de nos afastar do impacto daquele mal súbito e irreparável que nos arrebata subitamente, e que até nos tira a noção do tempo e do espaço onde estamos.

Depois que a ficha da notícia da morte dela caiu sobre mim, a próxima negação passou ser a da aceitação da perda dela na minha vida.

Sempre digo: impossível trabalhar qualquer questão pessoal na nossa vida, se não identificamos e não aceitamos o que está ocorrendo conosco.

No caso da perda de um ente querido, nossa aceitação não pode ser confundida. Não significa que aceitar é estar muito bem apesar do que ocorreu. Não significa aceitar o fato de que o nosso ente querido se foi para sempre.

O aceitar, que estou dizendo, é no sentido de reconhecer essa nova realidade, e fazer de tudo que esteja ao nosso alcance para aprender a viver com ela.

Minha mãe já era idosa e a perda dela estava dentro de um contexto natural da vida. Quando se perde um filho, imagino que a dor seja exponencialmente maior. Mas independentemente do tamanho da dor, é importante retomar a vida aos poucos com alegria, e isto não significa estar traindo a pessoa amada.

A grande verdade é que o luto é uma experiência muito pessoal e singular. Não há uma receita, uma regra específica a ser seguida. Cada um tem o seu tempo e deve mensurar o grau de sofrimento que está disposto a abraçar, porque a vida continua e precisamos seguir em frente, concorda?

2. Trabalhe a raiva e a revolta

Lembro-me que a raiva foi o sentimento mais imediato que me veio à tona. Não se sinta com remorso por causa disto, pois é uma reação extremamente humana e comum, acredite. A raiva é um passo necessário dentro deste processo de cura, digamos assim.

Senti muita raiva por ter perdido a minha mãe, raiva por achar que não era o momento dela partir, raiva por tê-la visto sofrer no leito, raiva por não poder ajudá-la mais e me sentir de mãos atadas naquela situação, raiva por não ter feito muito mais por ela em vida etc.

Não dizem que somos eternas crianças para os nossos pais, independentemente da nossa idade? Pois bem, assumi o meu papel de criança naquela manhã! Gritei, bati com os pés e as mãos numa das paredes do hospital, me sentei no chão e chorei muito, chorei feito uma criança.

A raiva não me perseguiu somente naquele dia, confesso. Na Missa de Sétimo Dia da minha mãe cheguei até a blasfemar contra Deus, tamanha a minha raiva e revolta, só para você ter uma noção! Estava muito transtornado, prova de que ainda tenho muito que aprender e a evoluir neste campo da espiritualidade.

Dependendo do caso, até sentimentos de remorso podem emergir diante do fato. Nunca é tarde demais para pedir perdão a alguém, penso eu, mesmo que esta pessoa já tenha partido para outro plano. Se for um gesto sincero, imbuído de sentimentos profundos e verdadeiros, creio que certamente chegarão ao seu destino e aliviarão a sua culpa.

Sei, ainda, que podem existir casos que envolvam acidentes, homicídios e tragédias de toda natureza. Não estou dizendo que seja fácil lidar com os sentimentos de raiva e revolta, quando inseridos num contexto de injustiças e atrocidades mas, de uma coisa não tenho dúvida: alimentar sentimentos negativos no seu coração só irão trazer ainda mais sofrimento para a sua vida e todos ao seu redor.

Pleiteie todos os seus direitos em juízo e em todas as instâncias possíveis, mas também não deixe de combater os seus sentimentos negativos internos.

Abandone a raiva e a revolta, e alimente o seu coração com amor, perdão e a compaixão.

Uma atitude não anula a outra, me entende? Uma atitude pela busca da justiça e a outra atitude pela busca da sua paz interior, concorda comigo?

3. Não se deixe dominar pela depressão

Acho que o processo de depressão é inevitável por algum período. Passado todo o desgaste do impacto da notícia e do velório, os sentimentos de vazio e dor começam a aflorar com muita intensidade.

É uma fase  em que achamos que a dor e a tristeza extremas irão durar para sempre. Isso por que, a perda é uma situação que mexe profundamente com os nossos sentimentos e nossas lembranças do passado.

Com o tempo, a dor e a saudade parecem só aumentar no nosso peito, mas tudo isto também faz parte do nosso processo de superação, e é importante compreender isto.

Temos que viver tudo isto para crescermos, não acha?

4. Fale abertamente sobre sua perda e sua dor

Falar, desabafar, chorar, demonstrar saudade, externar sentimentos de dor e perda são muito importantes para podermos amenizar o sofrimento.

Não há motivos para ter vergonha de falar sobre isto! Colocar tudo isso para fora ajuda, sim, a aliviar as nossas emoções e tensões, e nos ajudam no entendimento e na aceitação.

Busque seus melhores amigos e familiares e compartilhe tudo com eles. Certamente serão compreensíveis com você!

5. Não se isole

Buscar a solidão nestes momentos não é uma atitude positiva. É importante termos alguns momentos de reclusão e reflexão, mas isolar-se pode ser uma bela isca para alimentar uma profunda depressão.

Interagir com amigos e familiares é uma maneira de não dar espaço para pensamentos de tristeza.

6. Aceite eventuais mudanças

É muito comum reavaliarmos nossos valores quando sofremos um impacto desta natureza. Passei a me tornar menos preocupado com o TER e mais preocupado com o SER.

Ampliei minha consciência de que também estou aqui nesta vida de passagem. Antes me preocupava de forma muito exagerada com algumas questões pessoais, e hoje sinto que parecem mais insignificantes, e algumas delas até fúteis.

7. Busque algo de positivo em todo evento negativo

É comum ouvir: “nunca mais serei o mesmo depois disto”.

Vivenciar uma situação de sofrimento desta natureza, não significa assinar um contrato de infelicidade para o resto da vida.  Superar esta questão também pode nos trazer transformações e nos enriquecer como pessoa, o que é muito gratificante.

Enxergar o lado positivo diante de uma perda irreparável é uma grande oportunidade de estar em contato com nossa força interior. Conhecer esta força interior, que na maioria das vezes encontra-se adormecida, certamente é muito positivo na nossa caminhada de constante aprendizado.

8. Evite decisões importantes ou grandes mudanças

Este não foi o meu caso, mas se é o seu caso, creio que a cautela seja a melhor estratégia. Enfrentar a dor da perda de um ente muito querido não é uma tarefa que se resolva do dia para a noite.

Somos humanos e temos sentimentos, e não há milagres neste sentido! Precisamos de um tempo para superar esta situação.

Se perceber que o seu emocional ainda está muito abalado e não se sente preparado para algumas situações, e você precisa tomar decisões que não podem ser adiadas, consulte a opinião de amigos que tenha admiração e respeito. Ou ainda, dependendo do caso, busque aconselhamentos profissionais para que não venha a se arrepender no futuro.

9. Reserve períodos e locais para lembranças

Nos primeiros dias é natural aquele contato com todos os pertences da pessoa querida. Já na primeira semana eu, o meu pai e a minha irmã separamos tudo que era possível doar.

Mantivemos algumas das fotos na sala, mas retirei um porta-retratos com uma foto dela do meu quarto, porque é um local onde habitualmente faço minhas maiores reflexões.

O objetivo não foi fugir da realidade, mas organizar melhor os meus períodos de lembranças e saudades. No início ficamos muito vulneráveis, e se não buscamos um controle neste sentido sobre os nossos pensamentos, este período de sofrimento pode ser infindável, o que não é nada aconselhável.

10. Previna-se em datas comemorativas ou especialmente significativas para você

Algumas situações são previsíveis, pois a emoção bate muito forte em algumas datas comemorativas: natal, viradas de ano, dias de aniversário, páscoa, enfim, datas que nos remetem a boas lembranças e sentimentos de amor e carinho. Nestes dias é muito comum ficarmos extremamente sensíveis e emotivos, e a melhor estratégia é não dar espaço à depressão, tristeza e solidão.

Não se isole! Planeje esses dias que tocam muito o seu interior e esteja em total harmonia com seus familiares e melhores amigos!

Lembre-se: a solução de tudo em sua vida depende exclusivamente de você, mais ninguém! Se preferir passar o dia todo chorando e sofrendo no quarto, isto é uma decisão sua e respeito muitíssimo. Mas, sinceramente, acho que você não merece mais este sofrimento, merece?

11. Não se culpe por sentir-se bem

Já ouvi: “Nossa, a mãe dela morreu e parece que ela nem está sentindo, nem chorou”, “Nossa, o marido acabou de falecer e ela já está aqui?”.

Quem disse que a pessoa que não chora, não sofre? Quem disse que você desrespeita o luto de alguém, só por não estar trancado num quarto?

No nosso caso é muito comum não aceitarmos convites de confraternização de amigos para evitarmos atividades agradáveis. Há um pensamento inicial de que estamos cometendo uma espécie de deslealdade com a pessoa amada e que acabou de partir, o que é uma crença limitante.

Se a pessoa que partiu realmente a estima, certamente vai querer o seu bem. Respeite o seu próprio tempo, mas também invista no seu bem-estar!

Envolva-se em atividades produtivas que sejam agradáveis para você! Isto não é pecado! Isto não é absolutamente nenhum pecado! Não queira assumir um papel de vítima nesta história! Isto não faz nenhum sentido, me entende?

12. Retome as rédeas da sua vida e do seu trabalho

Viver um período de luto é perfeitamente compreensível e razoável. Seja paciente e gentil com você mesmo neste período, mas tão logo se sinta um pouco melhor, retome suas atividades diárias e o seu trabalho. São eles que vão preencher os seus pensamentos e evitar que se afunde em tristeza.

Muitos acendem verdadeiras chamas interiores para o bem quando vivem estas experiências! Abraçam causas e projetos sociais que visam fazer uma diferença positiva na vida de outras pessoas, o que as tornam admiráveis.

Decidem cortar pela raiz a DOR E SOFRIMENTO que estão vivendo em suas vidas pessoais, para plantar e espalhar sementes de AMOR E SOLIDARIEDADE na vida do próximo.

Percebe como todo o sofrimento pode também gerar uma oportunidade de crescimento?

Que papel você está assumindo na sua própria história? O de vítima ou o de dono do seu destino?

Você tem feito algo neste sentido? Não precisa responder agora! Apenas reflita a respeito, combinado?

13. Evite um pesar infinito

Cultuar um pesar exageradamente longo pode prejudicar todas as áreas da sua vida. Isso normalmente ocorre se havia uma dependência muito excessiva em relação ao ente querido. É importante ter ciência deste fato, porque somente a partir deste conhecimento é que será possível buscar a mudança deste padrão interior.

Ninguém pode tornar-se refém de ninguém por conta do amor. Aliás, um amor verdadeiro não implica a prisão de sentimentos e atitudes, mas a liberdade pela busca do bem estar e o bem querer de cada um.

Além disto, é muito importante ter a consciência de que você também é extremamente importante para outras pessoas, e que estas pessoas também precisam do seu amor: seus parceiros, filhos, pais, irmãos, amigos etc. A vida precisa continuar, percebe?

14. Se julgar necessário, procure ajuda profissional

Cada pessoa vive dentro de uma realidade e de um círculo de pessoas. Ninguém é igual a ninguém, e não existem regras específicas para isto. Se perceber que está tendo dificuldades de reagir e superar suas dores pessoais, não se sinta intimidado em buscar uma ajuda profissional.

Muitas vezes a perda de um ente querido pode envolver eventos e sentimentos mais profundos do seu passado, e um profissional competente poderá ajudá-lo a desvendar todas estas questões.

O mais importante de tudo é assumir o papel do enfrentamento, e não desistir em hipótese alguma de buscar uma solução para os seus problemas. Você pode resolver cada um deles se quiser! Você merece ser feliz!

Da minha compreensão

Sei que quando a saudade bate no peito não é nada fácil! Eventualmente me emociono, choro e vivo meus minutos de profunda saudade, de muita saudade. Todavia não deixo que estas emoções tomem conta da minha vida.

Se percebo que estou exagerando na dose, logo mentalizo que estou prejudicando a evolução da minha querida mãe, e prontamente busco o meu equilíbrio emocional. É justamente por querer que ela esteja bem, que procuro estar bem comigo mesmo!

Se ela souber que estou sofrendo neste plano por causa dela, certamente causarei preocupações a ela, e sinceramente ela não merece isto.

Quero que ela seja muito feliz no plano espiritual dela, porque ela já me fez muito feliz em vida, a mim e toda a minha família. É o mínimo que posso fazer por ela neste momento, não concorda?

A minha intenção com este artigo

Não quero concluir este artigo falando de dor e sofrimento. Quero falar de AMOR!

Amor que transcende e acalma o coração.

Amor que respira e suspira de leveza e serenidade.

Amor puro e verdadeiro, que dele só brota boa energia.

Amor que desperta brilho nos olhos a um simples gesto ou palavra.

Amor que se encanta por uma lembrança ou pensamento.

Amor que desperta sorrisos e que espalha luz por onde quer que passe.

Amor que ensina que o seu limite é simplesmente o infinito.

Quero propor uma onda de amor a todos que ainda sofrem por esta questão: a perda de um ente querido.

Uma onda que expulse a tristeza do coração e o evolva com muito amor e alegria.

Uma onda que seja forte e contínua, capaz de alcançar inclusive o nosso ente querido.

Uma onda que transforme seu interior em definitivo, e que transmita a paz merecida a quem você ama, mas que por algum motivo partiu.

Antes de se manifestar à esta singela proposta, queria que ouvisse esta música do Roberto Carlos: como é grande o meu amor por você, que na minha opinião fala de amor com muita propriedade. Espero que goste!

Dedico esta música a minha querida mãe e a todos que, muito amados neste nosso plano, já partiram!

Já perdeu algum ente muito querido e importante na sua vida?

Como enfrentou suas dores? Qual foi a sua maior dificuldade? Qual foi a sua melhor atitude?

Eu trouxe apenas o tema, mas penso que são os depoimentos pessoais de quem já viveu esta história, que realmente poderão contribuir com aqueles que estejam necessitando de apoio, compreensão, solidariedade e incentivo neste instante.

Se for da sua vontade contribuir com esta reflexão, deixe seu comentário aqui abaixo! Serão muito bem-vindos e certamente ajudarão muitas pessoas, não tenha nenhuma dúvida disto!

Se achar que este tema pode contribuir para outras pessoas, compartilhe!

Gratidão eterna pela sua atenção, e até o nosso próximo encontro!

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6 respostas

  1. Muito bom seu artigo Paulo. Reflete a alma de uma pessoa sensível e que deseja acima de tudo ajudar as pessoas. Obrigada.

  2. Puxa, Olésia! Fico muito contente que, de alguma forma, o artigo tenha tocado e emocionado você! Este é o objetivo! Gratidão por acompanhar o trabalho e pelos seus habituais comentários, sempre muito bem-vindos!

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