As mulheres e a autoestima

Historicamente, as identidades femininas sempre foram afirmadas como que as mulheres pensassem mal de si mesmas e não possuíam autoconfiança.

Se pesquisarmos no Google “mulheres e autoestima”, veremos mais de 7 milhões de acessos, sendo a maioria, sites sobre problemas de autoestima feminina ou como aumentar a autoestima feminina.

Assim, as identidades criadas sobre as mulheres, até então, eram frágeis e conflitantes. “As mulheres são ambivalentes sobre se querem ser femininas ou masculinas, na disputa de gênero, e fazem ping-pong para frente e para trás entre os papéis sociais”.

Papéis sociais de gênero

Com certeza, essas identidades supostamente começam na adolescência.

Livros populares afirmam que antes da adolescência, as meninas têm uma gama de interesses e opiniões fortes sobre o mundo. À medida que entram na “idade do namoro”, no entanto, elas perdem a “voz” ao enfrentarem as exigências de se tornarem subservientes e silenciosas para serem atraentes para os homens.

Desta forma, passam a reprimir suas opiniões, personalidades e interesses e, em vez disso, fingem ser o que acham que os meninos querem que elas sejam.

O problema é que nada disso é verdade para a maioria das mulheres, e quase nada para as adolescentes do século 21.

Embora as meninas estejam mais preocupadas com sua aparência do que os meninos, não há diferenças entre a autoestima feminina e masculina, pelo contrário, têm uma autoestima mais alta em questões éticas e morais, ou como elas se sentem em relação à sua vida.

As alegações de que as adolescentes perdem a voz na adolescência foram baseadas em estudos daquelas que procuram psicoterapia para problemas de saúde mental. Embora os resultados certamente se apliquem a algumas jovens, eles não podem ser generalizados para a maioria.

A autoestima feminina no século 21

Bem, podemos dizer, as coisas mudaram e, embora as jovens do século 21 agora tenham uma identidade mais forte e positiva, as mulheres adultas ainda lutam contra a baixa autoestima, pouco senso de domínio ou agência no mundo.

A descaracterização das identidades femininas como “fracas e conflituosas” tem muitas consequências negativas potenciais.

A crença generalizada de que meninas e mulheres têm baixa autoestima e autoconceitos falhos pode criar expectativas negativas. Quando as coisas dão errado – elas não vão bem na escola ou no trabalho, seus relacionamentos dão errado, tornam-se frustradas e angustiados e não sabem por quê – e elas podem concluir que é algo de errado com sua personalidade. Em vez de pensar que há algo de errado em seu ambiente.

Além disso, a percepção de que as mulheres têm identidades fracas e baixa autoestima também pode desencorajar o público a acreditar que as mulheres são aptas para cargos de liderança e poder.

O ponto é:

O gênero ou a cultura podem valorizar um componente da autoestima mais do que o outro, o suficiente para criar diferenças mensuráveis.

A outra é que a autoestima autêntica ainda requer um grau significativo de autoconhecimento, de modo que seja forte o suficiente para equilibrar o outro ponto.

Pois quando se trata de autoestima feminina, o envolvimento é com toda a sociedade.

E você? Acredita que a autoestima feminina é algo social ou apenas um processo individual? Conte para nós!

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