Tratamentos para a ansiedade: entenda como funcionam

A ansiedade é naturalmente uma ferramenta de defesa que o corpo usa para controlar o organismo contra mudanças fisiológicas, emocionais e psicológicas. Na verdade, todos nós sentimos de alguma forma, ansiedade em algum momento de nossas vidas. Existem períodos que a ansiedade pode causar verdadeiros distúrbios ou despertar sensações estranhas que podem indicar outras presenças indesejáveis em nossa saúde.

Mas poucas pessoas sabem que, se o tratamento da ansiedade for cuidado e levado a sério, elas poderão satisfatoriamente viver experiências sem preocupação. A negligência ao tratamento poderá sim se tornar alo mais preocupante e correr o risco de agregar outros problemas mais graves.

As pessoas que são afetadas pelo tratamento inadequado da ansiedade tem a chance de desenvolver, por exemplo, depressão, obesidade, uso de substâncias tóxicas, entre outras. Geralmente, as relações sociais ficam seriamente afetadas, gerando um bloqueio individualizante que fará com que a perspectiva e otimismo não se desenvolva.

Os tratamentos mais comuns e a Era da Ansiedade

A práxis medicamentosa clínica é a atividade mais comum encontrada no nosso cotidiano. O costume da medicação, hoje em dia, é a crença científica de que a segurança e manutenção de qualquer tratamento médico é o processo correto a ser adotado. O método da medicação (e, consequentemente da automedicação) faz parte da lista habitual dos indivíduos que sofrem de problemas em todo o Ocidente.

Existem, no entanto, complicações consideradas alarmantes ocasionadas pelos métodos inadequados do uso de medicações. Um fator preponderante que vem causando polêmica na medicina é sobre a inconsistência dos diagnósticos e da falta de informações sobre a causa dos transtornos. Para grupos de alto risco como idosos, hipertensos, aqueles que manifestam índices de comorbidade, entre outros, as consequências são ainda mais graves quando o mau uso de medicamentos indicados são combinados.

O uso dos medicamentos específicos para o tratamento da ansiedade, em parte, podem ter um alcance desejável, porém, não são considerados como formas exclusivas de tratamento. Seus efeitos a curto prazo, podem ser efetivos, mas a longo prazo não são comprovados. Não são conhecidos os transtornos colaterais causados pelo uso da automedicação ou do emprego contínuo a longo prazo. Há riscos sérios de saúde que indicam atalhos perigosos, como dependência química, novos sintomas, efeitos colaterais diversos e não diagnosticáveis.

Mesmo entre os próprios clínicos há desconfiança em relação ao uso de medicamentos que podem ser potenciais de casos de dependência. Apesar de todas estas preocupações, a indústria e o marketing dos medicamentos antidepressivos e ansiolíticos permanece a mesma, já que são aconselhados na maioria das clínicas de tratamento. Atualmente, o uso popular das prescrições e a facilidade do acesso tornaram possíveis a automedicação e a obstrução a tratamentos complementares e integrativos.

Outras formas de lidar com a ansiedade

O tratamento da ansiedade é complexo e sistêmico. Seus sintomas, como stress, obesidade, uso de drogas e depressão agem diretamente no estilo de vida da pessoa. Lidar com estes fatores apenas com uso medicamental, para este grupo de pacientes, sem o complemento fundamental das terapias comportamentais pode ocasionar sérios impedimentos no tratamento.

Desta forma, o tratamento psicocomportamental das técnicas cognitivas para distúrbios de alterações emocionais e anomalias fisiológicas, junto com um novo estilo de vida, é fundamental para a administração terapêutica da ansiedade. Hoje em dia, o avanço e o conhecimento da medicina comportamental vai expandindo seus horizontes nas novas abordagens sem perder o seu grau de importância científica. Isso, sem contar com a vantagem econômica em relação aos métodos medicamentosos.

As técnicas que associam os processos complexos cognitivos, como nos métodos aplicados à hipnose, relaxamento, biofeedback, meditação e outras, ajudam a formar um corpo holístico de tratamento cognitivo-comportamental multidisciplinar.

Os métodos não ortodoxos, no tratamento moderno da ansiedade, que ainda pouco acesso possui, compreenderão os diversos tipos comportamentais de consciência importantíssimos para uma vida de qualidade e saúde harmoniosa.

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Neurocientista, pesquisador e estudioso do Comportamento Humano.
Especialista em Medicina Comportamental pela Escola Paulista de Medicina (EPM)/Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)