O método de ensino do Instituto Bazzi

Andressa sempre foi uma menina exemplar na escola – tirava as melhores notas, nunca pegava recuperação. Esse “sucesso” com os estudos continuou depois de sua formação no ensino médio – ela foi a única da sua turma de faculdade que nunca ficou em exame! Além disso, depois da faculdade, ela se dedicou para estudar para concursos, convencida pela sociedade que ser servidora pública era o melhor que ela poderia querer para sua vida, afinal isso lhe traria estabilidade financeira para sempre!

Estudava muito, em pouco tempo, e conseguia sempre as melhores classificações, pois já estava programada para estudar do jeito que uma prova de concurso exige – muita decoreba e pouca reflexão. Essa havia sido sua forma de estudo por muito tempo. Ela estudava para a prova, para passar de ano. Entretanto ela ficava triste consigo mesma porque sabia o quanto tinha estudado a vida inteira, o quanto tinha memorizado, mas sabia também que toda essa informação se perdera. Não tinha noções básicas de geografia, história, ciências… tudo foi excluído de seu cérebro após as provas.


Do que adianta estudar tanto e não aprender?

Segundo a pirâmide de William Glasser, aprendemos da seguinte forma:

http://www.provasdeti.com.br/blog/aprendizado/

Que a pirâmide acima possa te levar a refletir e questionar: Qual é minha atitude perante o processo de  aprendizagem?

Passiva ou proativa?


PASSIVIDADE X PROATIVIDADE

Nosso sistema de ensino está ultrapassado e inadequado às necessidades do mundo que vivemos hoje. O modelo adotado em muitos países, principalmente naqueles menos desenvolvidos, ainda forma pessoas para serem operários. O sistema capitalista precisa ter mão de obra qualificada, verdadeiros “escravos que são remunerados”, os quais fazem parte desta “linha de montagem” do ensino. Segundo Alvin Tofller, em seu livro A terceira onda, as crianças ainda estão sendo educadas no modelo da Onda Industrial do século passado, sendo que há décadas vivemos o momento da Onda ou Era da Informação, em que as necessidades são outras.

No modelo ultrapassado de ensino, que ainda vigora nas escolas e universidades brasileiras, os métodos de ensino priorizam áreas do cérebro que utilizam os mecanismos neurofisiológicos de aprendizagem e memória mais primitivos. Estudos com neuroimagem funcional da Aprendizagem do tipo Associativa mostram atividades em áreas mais arcaicas, como o cérebro reptiliano e o sistema límbico, estruturas e circuitarias neurais mais primitivas, que possibilitam registros pelo Condicionamento Clássico (Pavlov) e Condicionamento Operante (Skinner). Esses mecanismos configuram uma aprendizagem do tipo passiva, que é o tipo de aprendizagem mais privilegiado ainda pelo ensino tradicional (no qual Andressa cresceu inserida) – alunos veem e ouvem uma aula expositiva e decoram um conteúdo simplesmente para passar na prova, no ano escolar, no vestibular ou adquirir um diploma.

Hoje em dia, somos submetidos a uma verdadeira avalanche de informações. Os estímulos informacionais do mundo que nos cerca configuram um ambiente “multiestimulador”. O cérebro vem evoluindo ao longo das gerações, e propostas de métodos de ensino mais adequadas a essa nova realidade devem privilegiar mecanismos de áreas mais modernas do sistema nervoso, como o lóbulo pré-frontal, onde se desenvolvem as circuitarias mais evoluídas, envolvidas com os processos mentais superiores, como a inteligência, inerente à raça humana.

A adequação do método de ensino à realidade do mundo contemporâneo possibilita que as pessoas aprendam de forma muito mais prazerosa e significativa. Isso acontece pela ativação de áreas do cérebro ligadas ao Modelo de Aprendizagem Associativa, por Insights ou por Metáforas. Essa é a forma proativa de aprender, que estimula e potencializa a utilização de uma área mais avançada no nosso sistema neurológico.

Quanto mais ativo e participativo o aluno, maior e melhor será seu aprendizado. Se, além de assistir (ver e ouvir) uma aula expositiva, ele conversar, perguntar, relatar, associar, escrever, interpretar, demonstrar, praticar, resumir, estruturar, entre tantas outras ações, o conhecimento adquirido será muito maior.

O método Dedutivo deve ser mais utilizado do que o Indutivo. As grandes descobertas da humanidade foram feitas por nomes consagrados como Newton, Thomas Edison, Einstein, entre outros, que acessaram o momento de inspiração no padrão funcional de dedução quando procuravam o diferente. As descobertas dificilmente seriam reveladas no padrão indutivo, pelo qual se aprende na redundância da mesmice.


O método utilizado no Instituto Bazzi

No livro A teoria da escolha, William Glasser defende a ideia de que nós podemos assumir o comando de nossa vida e escolher com que tipo de qualidade vamos viver e/ou realizar tarefas do cotidiano. No processo de aprendizagem, ocorre o mesmo: não é o professor o principal responsável pela construção do conhecimento do aluno, e sim ele próprio. É o aluno que escolhe o que, quanto e como vai aprender. O Dr. Mohamad Bazzi concorda com essa premissa e, por isso, prioriza métodos de ensino mais adequados à realidade nos cursos promovidos pelo Instituto, em que o protagonista e a figura principal é o próprio aluno.

São métodos, teorias e características presentes nos cursos do Instituto Bazzi:

  • Construtivismo (Piaget): Método em que o aluno, ao invés de receber informações passivamente, é responsável pela construção do próprio aprendizado, através da reestruturação de sua realidade. No Instituto, a cada aula, os alunos são convidados a fazer suas próprias anotações e pesquisas sobre os temas abordados, que, no final do curso, podem ser compartilhadas entre todos e até mesmo fazer parte do material do curso, que se constrói e reconstrói a cada edição dos cursos, de acordo com o conhecimento desenvolvido por seus alunos.
  • Interacionismo (Vygotsky): teoria que diz que somos o que somos de acordo com nossas interações com o meio em que vivemos. Nosso conhecimento é adquirido em nossas relações. Por isso a maioria das atividades dos cursos são em grupo.
  • Conectivismo (George Siemens e Stephen Downes): teoria que defende a ideia de que o conhecimento existe no mundo, ou seja, a aprendizagem não é somente interna e individual, mas depende também de conexões (com outros indivíduos e as propiciadas pelas tecnologias). Tudo está conectado, tudo está interligado. Do conceito consagrado de Inconsciente Coletivo (Jung), o desenvolvimento do conhecimento evolui em forma de rede, reconectando as teorias, reverberando na atualidade com a hipótese dos Campos Morfogenéticos formulada por Rupert Sheldrake.
  • Aprendizagem baseada em problemas: No curso de Medicina da PUCPR, o aluno começa com a prática e, a partir dela, deduz a teoria. Já na primeira semana de aula ele se depara com situações semelhantes às que ele enfrentará no seu cotidiano como um futuro médico. Com isso, desde o início ele começa a aprender técnicas de comunicação e tomada de decisão, as quais lhe serão necessárias para exercer sua profissão. A mesma didática é utilizada nos cursos do Instituto Bazzi. Assim, a teoria se torna muito mais fácil de ser deduzida e compreendida, pois pode ser relacionada a uma experiência prática, o que a torna muito mais significativa, real e palpável.
  • Dinamismo: As aulas são sempre diferentes, de acordo com o contexto (alunos, lugar, necessidades, etc.). Os processos de aprendizagem não são estáticos; dependem da participação ativa dos alunos.
  • Proatividade dedutiva: o corpo docente do Instituto, coordenado e treinado pelo Dr. Bazzi, desperta, em suas aulas, o potencial latente dos alunos. Essa é a melhor e mais adequada maneira de aprender neste momento em que “surfamos” esta Onda da Informação. O aprendizado adquirido não será esquecido após um período, e sim servirá de base para novos conhecimentos.
  • Relatividade: O conhecimento não é entendido como uma versão exata da realidade, mas sim uma reconstrução do aluno dessa realidade, baseada em evidências e em suas experiências. Além disso, nunca é considerado acabado – sempre pode ser aperfeiçoado e investigado mais a fundo.
  • Visão e Pensamento sistêmico: Utilizados em contraposição ao pensamento “reducionista-mecanicista” e à visão linear da relação causa/efeito. É a capacidade de abordar a realidade a partir de uma visão que permite uma maior diversidade de possibilidades. Este novo jeito de ver o mundo amplia enormemente a potencialidade dos alunos e convida-os a aprender de uma maneira diferente, desenvolvendo não somente a interdisciplinaridade, mas também a multidisciplinaridade e a transdisciplinaridade.

Mudanças no comportamento de Andressa depois de fazer os cursos do Instituto 

Como você leu acima, Andressa memorizava um monte de informações, mas não sabia o que fazer com elas. Até que um dia ela começou a frequentar os cursos do Dr. Bazzi. Com o aprendizado adquirido em suas aulas, ela mudou sua percepção sobre várias coisas; uma delas foi sua percepção sobre o conhecimento.

Antes dos cursos, ela nem queria mais continuar estudando, pois sabia que ia acabar esquecendo mesmo! Mas, ao frequentar os cursos, ela percebeu que as informações precisam fazer sentido; precisam se conectar, se relacionar; precisam despertar seu interesse, sua curiosidade; enfim, precisam estar relacionadas com seu dia a dia e seus interesses, assim como alinhadas a seu propósito.

Ela percebeu isso não porque lhe foi falado, mas sim porque foi o que aconteceu em sua vida – finalmente ela encontrou um sentido para toda informação (tanta informação nova!) que estava chegando, e assim ela finalmente aprendeu transformar informação em conhecimento e conhecimento em prazer.


Evolução dos cursos do Instituto Bazzi

As características, teorias e métodos citados acima foram e continuam sendo desenvolvidos no decorrer dos cursos do Instituto Bazzi. Clique nos links a seguir para conhecê-los:

Neurocientista, pesquisador e estudioso do Comportamento Humano.
Especialista em Medicina Comportamental pela Escola Paulista de Medicina (EPM)/Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)